Na época dos fatos, em 2018, mulher disse que marido a agrediu e tentou matá-la ao atirar duas vezes. Depois, ela mudou depoimento e negou que tenha sido vido vítima de tentativa de feminicídio. Caso foi registrado em Tocantinópolis no ano de 2018
Divulgação
Um homem, acusado de tentar matar a própria esposa, foi absolvido após a vítima mudar o depoimento inicial e dizer que havia batido o rosto na pia. A decisão é do juiz Helder Carvalho Lisboa, da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis, norte do estado.
Segundo apontaram as investigações, no dia 24 de abril de 2018, Alessandro Silva Costa, deu um soco no rosto da esposa Janice Rodrigues e tentou atirar duas vezes contra ela. Conforme as informações contidas no processo, o homem mantinha um revólver calibre 38 em casa, sem autorização legal.
No dia dos fatos, policiais militares foram chamados e quando chegaram à residência do casal, a vítima saiu pedindo ajuda e com um corte sobre o olho direito. No mesmo momento, o marido teria saído pela porta do fundo, com uma arma de fogo na mão.
Na época, conforme inquérito policial, a vítima disse aos policiais militares, que o marido efetuou dois disparos, mas não a acertou, e, que ele só não a matou, porque algumas pessoas intervieram.
No entanto, depois, a vítima mudou o depoimento. Quando ouvida pelo juiz, a mulher relatou que estava bêbada na época e não lembra o que aconteceu, mas que começou uma briga com o marido por causa de ciúmes. Depois, Janice disse que partiu para cima do acusado, e que o agrediu. Nesse momento, ela caiu em cima da pia e que o marido apenas a empurrou para se afastar.
A mãe da vítima afirmou, em juízo, que constantemente a filha aparecia com machucados e roxos nos olhos, na boca e nas costas, embora sempre tenha negado ser vítima de agressões. Disse também que as filhas da vítima presenciaram o crime.
O juiz também ouviu policiais militares que atenderam a ocorrência. Um deles afirmou que no dia da suposta agressão, a vítima disse que tinha sido agredida, mas que ela “não falava coisa com coisa, não sabendo se ela estava embriagada ou em razão de ter feito uso de alguma substância psicoativa, e que de inicio foi difícil até entender o que a vítima dizia”.
O acusado também negou ter tentando matar a esposa. Afirmou que a mulher começou a agredi-lo durante uma discussão e que a empurrou. Nesse momento, ela caiu e bateu o rosto na pia. Disse ainda que saiu correndo porque quando a mulher bebe “inventa coisas que não existem”.
Na decisão, o juiz argumentou que as provas relativas à autoria do crime são duvidosas e conflituosas.
“Surgem dúvidas relevantes que não permitem garantir com certeza e segurança necessária ter sido o acusado a pessoa responsável por agredir a vítima, já que a mesma caiu em cima da pia logo após ser empurrada pelo acusado, o qual, usou moderadamente dos meios necessários para repelir injusta agressão atual a direito seu”, explicou.
Em relação ao uso de arma, o magistrado também especificou que inexiste provas concretas de que o acusado possuía e portava uma arma de fogo. Por causa disso, o acusado foi absolvido das acusações.
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Fonte: G1 Tocantins


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